A discussão da sexualidade sempre foi
um problema para a humanidade. Não cabe aqui estudarmos quais os responsáveis
que levaram o homem a reprimir ou a não ver essa dimensão humana. O fato é que
tal atitude, ao longo das décadas (senão séculos), tem trazido infelicidade e
problemas de ordem sexual devido ao desconhecimento e não vivência da própria
sexualidade.
Essa situação tem sido causa de
muitos distúrbios ou disfunções sexuais que têm afetado tanto homens quanto
mulheres e, tão pouco, poupado os jovens. Entre essas disfunções podemos
mencionar: para os homens, ejaculação precoce, ejaculação retardada, ausência
de ejaculação, disfunção erétil (impotência) primária ou secundária; para as
mulheres, vaginismo (dificuldade de penetração), dispareunia (dor durante as
relações), anorgasmia (falta de orgasmo) primária ou secundária, frigidez; para
ambos os sexos: inibição, primária ou secundária, do desejo sexual. O termo
“primária” caracteriza um problema presente desde a 1a. relação
sexual. Já o termo “secundária” caracteriza um problema atual e que não existia
antes.
O número de casos conhecidos está
aumentando. Não porque as pessoas estejam ficando mais doentes, mas porque o
estresse, causado por tais problemas, tem levado as pessoas a vencerem suas
inibições e preconceitos e a procurarem ajuda. Podemos pensar que causas orgânicas
estejam presentes. Mas, se após avaliação médica não se encontram problemas orgânicos,
há que se pensar em circunstâncias psicológicas, emocionais, situacionais e
sociais.Aliás, pesquisas indicam que 85% dos problemas sexuais são
de origem psíquica.
Fato é que precisamos entender que se
Deus criou nossa sexualidade, há uma finalidade para ela, que me parece
não está sendo vivenciada, senão os sintomas colocados acima não estariam nos
chamando à atenção. E, assim, ocorre com todas as manifestações da doença. Esta
nos mostra um caminho para a perfeição. Somente se mantivermos um “contato”
direto com ela, poderemos saber qual a nossa falha, como corrigi-la e o caminho
para nossa felicidade.